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Cirurgia laparoscópica ou robótica: qual a melhor opção para você?

  • gocarolinabuhl
  • 18 de fev.
  • 2 min de leitura

Quando surge a indicação de uma cirurgia ginecológica, é natural que apareçam dúvidas e inseguranças. A boa notícia é que hoje contamos com técnicas minimamente invasivas que revolucionaram a ginecologia, e permitem uma recuperação mais rápida, menos dor pós operatória e menor impacto no corpo. As duas principais abordagens são a laparoscopia e a cirurgia robótica — e ambas são seguras e eficazes. Apresentam como vantagens as pequenas incisões, recuperação mais rápida em comparação à cirurgia aberta (por corte semelhante à cesariana), permitindo alta hospitalar precoce e melhor custo benefício.



🔎 O que é cirurgia laparoscópica?

A laparoscopia é realizada por pequenas incisões no abdome, através das quais introduzimos uma câmera e instrumentos longos e delicados. O cirurgião opera diretamente, manipulando esses instrumentos, que tem mobilidade e articulação restritas.


Laparoscopia

🤖 O que é cirurgia robótica?

Na cirurgia robótica, o cirurgião também realiza pequenas incisões. A diferença é que ele opera por meio de um console, controlando braços robóticos com visão tridimensional ampliada e instrumentos articulados de alta precisão. O robô não opera sozinho — todos os movimentos são comandados pelo cirurgião.


Cirurgia robotica

Em cirurgias mais complexas — como casos de endometriose profunda, miomectomias desafiadoras, ooforoplastias ou reconstruções delicadas — essa tecnologia pode trazer benefícios importantes, como:


  • Maior precisão nos movimentos;

  • Melhor visualização das estruturas, com identificação dos planos anatômicos com maior clareza e melhor preservação de nervos e órgãos adjacentes;

  • Menor sangramento;

  • Maior preservação de tecido saudável, pensando em preservação de fertilidade e funcionalidade;

  • Menor dor no pós-operatório, devido ao menor trauma cirúrgico;


⁉ Então, qual é melhor?

Não existe uma técnica “melhor” para todos os casos.

A escolha depende de:

  • Complexidade da cirurgia

  • Características da paciente

  • Experiência da equipe cirúrgica

  • Disponibilidade da tecnologia


💛 O mais importante é entender que não existe uma técnica “melhor” para todas as mulheres. Existe a técnica mais adequada para o seu caso, considerando seu diagnóstico, seus planos reprodutivos e sua segurança.


A decisão é sempre individualizada e tomada de forma compartilhada, com informação clara e acolhimento.


Se você tem indicação cirúrgica, conversar sobre as possibilidades faz parte do cuidado — e você não precisa passar por isso sozinha.


Carolina Bühl

Ginecologista e Obstetra

CRM SP 218618 / RQE 124417

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Responsável Técnico: Dra. Carolina Neves Bühl | CRM: 218618 | RQE 124417 | TEGO 0061/2024

Elaborado por: Dra Carolina Buhl | Ginecologista e Obstetra em Itaim Bibi - SP

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